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[E3 2010] O Show da Nintendo

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[E3 2010] O Show da Nintendo

Mensagem por lukthi em Seg 19 Jul - 16:40


Foi muito difícil, para mim, começar a escrever este post. Porque isso significa fechar todas as gloriosas janelas cheias de screenshots, vídeos, informações, diálogos e twittadas sobre o que eu vi hoje. Sobre o que a Nintendo mostrou. Sobre o que jogaremos no futuro semi-próximo.

A Nintendo deu um show hoje, fazendo uma das conferências mais satisfatórias dos últimos anos, e certamente a melhor deste ano. Desde às 3 da tarde eu estou com um sorriso bobo na cara, e tenho certeza absoluta que não sou o único.

Os motivos você confere a seguir.

» The Legend of Zelda: Skyward Sword



Abrindo a conferência com os dois pés no peito, Reggie Fils-Aime (que, conforme aprendi hoje, é francês e pronuncia-se “fizamê”) mal começou a falar e já tascou um vídeo de Zelda no telão. O povo veio abaixo, como seria esperado, e, seguido do trailer, Miyamoto apareceu no telão.

Com a mesma espada e escudo que ele usou na famosa aparição da E3 2004.

Estava iniciada a demonstração de Skyward Sword, o novo episódio daquele jogo que não é um jogo, é uma lenda.



Infelizmente, a apresentação foi de mal a pior. Miyamoto, traduzido em tempo real por seu fiel escudeiro Bill Trinen, tentava demonstrar diversos itens, acessórios e novidades da jogabilidade, mas nada funcionava direito. O cerne da nova jogabilidade é o fato de que o jogador tem controle total sobre o movimento da espada de Link com o MotionPlus, mas justamente esta precisão não estava lá. Foi um momento profundamente constrangedor, e a dupla culpou interferências no sinal, devido à quantidade de dispositivos Wi-Fi no Nokia Theater, depois teve que recorrer ao “confie em nós: isso funcionou perfeitamente no ensaio”. E, francamente, é claro que funcionou. Qualquer pessoa que acredita que a Nintendo cometeria o erro crasso de trazer para um palco de E3 um jogo que não estivesse 100% funcional (ao menos a parte que seria mostrada), não entende muito do que está falando. Estamos falando de uma das poucas empresas que rivaliza em perfeccionismo com a Apple.

De qualquer modo, a dupla assegurou aos presentes que, quando eles pudessem jogar por si mesmos, no estande da Nintendo, eles veriam como o jogo funciona. E já tem gente confirmando que funciona mesmo.

Mas e aí, como é o jogo? Pense em Twilight Princess depois de um banho de Wind Waker, ou talvez até mesmo de Mario Galaxy. O Link não é o cabeçudinho carismático do jogo de GameCube, mas tudo é quase tão colorido quanto. A jogabilidade, porém, é parecida com a de Twilight Princess, com um diferença essencial: enquanto ele era literalmente um jogo de GameCube que depois foi adaptado para funcionar no Wii, Skyward Sword foi concebido para o Wii Remote (e o MotionPlus). Diversas mecânicas evidenciam isso.

A maioria dos inimigos (e até o chefe-escorpião mostrado na demonstração) têm escudos, partes resistentes, ou mesmo se protegem com suas espadas, deixando a guarda aberta em apenas um lado do corpo. E é lá que você tem que acertar, fazendo o movimento preciso com o Wii Remote. Bombas podem ser roladas pelo chão ou arremessadas para frente, de acordo com seu movimento. Em determinado momento, há um olho protegendo uma porta. O olho não consegue olhar para nada a não ser a ponta da sua espada. Como você faz para derrotá-lo? Gire a sua espada para fazê-lo ficar tonto. A espada de Link não é citada no título do jogo à toa. Ela é a nova forma de interagir com este mundo. E eu mal posso esperar por 2011, quando finalmente poderei jogar um Zelda verdadeiramente de Wii.



» Avalanche de jogos

Uma conferência de E3 nada mais é do que uma lista de coisas que uma empresa tem para mostrar, esperando que você goste de todas. Geralmente você gosta de algumas, mas não de outras. Quando tudo dá errado, você só gosta de uma ou duas e acha o resto boring as shit.

Depois de tirar Zelda do caminho, Fils-Aime voltou ao palco para dar início a um sensacional combo de jogos que variavam do “legal!” ao “PUUUUUUUTAQUEPARIU”, praticamente nunca resvalando num “meh”.

(Screens para a maioria destes jogos você encontra aqui.)

» Mario Sports Mix
Um joguinho safado de esportes do Mario. Tem vôlei, hóquei, queimada e uma pá de coisas. Isso é sempre divertido, sempre, mas dá a impressão de que nenhum destes esportes era interessante o suficiente para que ganhasse um jogo só para si, então jogaram tudo no Mario Sports Mix.
Nível de empolgação: “ok, bacaninha”.

» Wii Party
Pegue Mario Party e substitua o Mario e sua turma por Miis. Eu já estou enjoado dos bonequinhos da Nintendo há tempos, mas este jogo realmente parece tão obrigatório quanto um WarioWare da vida, se você frequentemente recebe pessoas em casa e curte jogar junto com elas. Ao passo que o jogo perdeu todo o carisma dos personagens e cenários do encanador, pelo menos ganhou uma liberdade conceitual bem maior. Além do mais, todos sabemos que o que importa nesse tipo de jogo são os minigames. Se eles forem divertidos, tá mais do que valendo. E parecem ser.
Nível de empolgação: “compra certa”.

» Just Dance 2
Ah, cara… jogo de dança agora é no Kinect. Sem mais.
Nível de empolgação: “zero”.

» Golden Sun: Dark Dawn
Matando os saudosistas do coração, a Nintendo mostrou mais do Golden Sun anunciado na última E3 e depois esquecido. O jogo ganhou esse estiloso subtítulo, e foi mostrado um pouco da jogabilidade e dos gráficos, que, sinceramente, não me empolgaram tanto pelo fato de serem poligonais. O DS atual não tem capacidade pra fazer um jogo 3D assim ficar muito bonito. Acho que ele deveria ser feito com sprites 2D, assim como o remake de Chrono Trigger, ou então que fosse segurado para ser lançado no próximo DS, com mais capacidade gráfica para lidar com o 3D.
Nível de empolgação: “apesar de feio, duvido que não fique legal”.

» GoldenEye 007
Sim, amiguinhos, o remake mais esperado do mundo entre os que não esperam um remake de Final Fantasy VII! Multiplayer online e offline, vários modos, campanha original, gráficos melhorados… e a cara do Daniel Craig no lugar da do Pierce Brosnan, o que pra mim já invalida a coisa toda.
Nível de empolgação: “povo vai amar, mas eu passo”.

» Epic Mickey
Warren Spector, diretor e fã do ratinho da Disney, veio ao palco para falar bastante de Epic Mickey, que, ao que me consta, apareceu pela primeiríssima vez em movimento. Trata-se de um jogo de plataforma 3D bastante criativo (me lembrou até Psychonauts) que usa todo o carisma dos personagens Disney em volta de uma jogabilidade que consiste em “pintar” (construir) todo tipo de coisa, personagem ou trechos do cenário com um pincel mágico — e também apagar com solvente, é claro. Há trechos com jogabilidade de plataforma em 2D baseados em animações clássicas do Mickey e da Disney.
Nível de empolgação: “definitivamente vou ficar de olho nesse”.

» Dragon Quest IX
A série Dragon Quest representa muita coisa que eu realmente não gosto nos RPGs japoneses, mas, talvez por sair do seu habitat natural (o PlayStation), esta nona versão parece renovada e modernizada. É a clássica história do herói escolhido e fodão, mas você pode escolher em detalhes como será sua aparência, pode ir em missões para recuperar centenas de itens e armas que pode usar, e tudo isso pode ser compartilhado de várias formas com outros amigos via um robusto multiplayer Wi-Fi.
Nível de empolgação: “ah, se eu gostasse de RPGs…”

» Metroid: Other M
O novo jogo da nossa querida Samus Aran já está prestes a ser lançado, então nem foi mostrado em grandes detalhes. Foi apenas mais um trailer bacana para cimentar o jogo nas listas de compras de todo mundo no futuro breve.
Nível de empolgação: “já demorou!”

» Kirby’s Epic Yarn



Há dois jogos que foram citados entre os anteriores, mas que eu achei que mereciam seus próprios subtítulos, de tão fodas. O primeiro é Kirby’s Epic Yarn, o retorno da bolota rosa depois de exatamente uma década sem estrelar um jogo de plataforma em console não-portátil.

E, cara, que jogo.



O que mais chama atenção logo de cara é a arte. Lembra como em Yoshi’s Island tudo seguia um estilo de arte como se tivesse sido pintado por uma criança com giz de cera? Kirby’s Epic Yarn troca isso por tecido. Todos os cenários do jogo parecem ser montados com tecidos, panos e fios de toda espécie. Mesmo o próprio Kirby não é o mesmo, tendo virado basicamente um contorno de si mesmo em forma de fio de lã. Menos massa corpórea, ainda mais fofura.

E é claro que um conceito gráfico tão original como este não passaria batido sem influenciar na jogabilidade. Como o mundo é todo feito de tecido, nada mais natural do que interagir com zíperes para abrir partes secretas ou puxar fios de costura para aproximar duas plataformas.

Sério, esse jogo precisa sair ontem.



» Donkey Kong Country Returns




O segundo jogo que eu queria falar com mais detalhes (e mais empolgação) estrela dois macacos que não ganhavam o devido respeito há muito tempo. Em um anúncio completamente surpresa, a Nintendo revelou DKC Returns, e eu quase não me contive.

Quando moleque, eu literalmente acampei na frente da locadora quando sabia que eles teriam Donkey Kong Country 2 e 3 pela primeira vez. São dois dos meus jogos favoritos do SNES. Ver este novo jogo (que eu ainda espero que venha a ser batizado oficialmente de Donkey Kong Country 4) ganhar vida na minha frente no livestreaming foi insalubre ao meu coraçãozinho.



Mas não vá achando que o valor da nostalgia é só o que temos aqui, champs. É só assistir ao trailer pra ver: trata-se de um jogo de plataforma 2D com os gráficos bonitos que só a Nintendo parece conseguir tirar do Wii e uma jogabilidade extremamente sólida. Donkey e Diddy Kong exploram a floresta juntos, controlados ambos por um jogador ou cada um por um, em cooperação. Neste caso, o Diddy pode inclusive se separar do seu irmão e explorar uma parte diferente da fase. Ou, se o segundo jogador for mais noob, pode passar boa parte do tempo agarrado às costas do Donkey, só na boa, sendo carregado.

O mais impressionante, na minha opinião, foi o anúncio de que a empresa por trás desse jogo é nenhuma menos que a Retro Studios. Sim, o estúdio que fez a trilogia Prime de Metroid, tão séria e adulta. É realmente uma mudança radical para eles, e parecem ter se saído extremamente bem.

Fico pensando se posso dizer a frase maldita que venho pensando desde hoje cedo, mas ainda não disse para ninguém. Será que posso dizer? Ah, dane-se, posso sim. Lá vai:

Nem sinto mais falta da Rare.

» Nintendo 3DS, finalmente!



Todo mundo esperava, e a Nintendo não decepcionou: os minutos finais da impressionante conferência foram dominados por um certo portátil novo que estaremos jogando dentro de mais ou menos um ano. E como ele é? Chris Kohler, um dos jornalistas de games da conceituadíssima revista Wired, definiu como “simplesmente inacreditável”.


Como você pode ver pelas fotos, é bem parecido com o DSi (embora o design não seja final ainda) com algumas novidades:

A tela de cima é wide, e maior. Tem o tamanho quase exato de uma tela de iPhone. Exibe gráficos em 3D estereoscópico sem precisar de óculos.

Tem um slider analógico na lateral para controlar a profundidade do efeito 3D (ou desligá-lo) em tempo real.
Roda filmes em 3D (Avatar no 3DS!)

Tem uma câmera interna e não uma, mas duas lentes na parte externa, para que as fotos que você tirar com ele também sejam 3D. É capaz de reconhecimento facial.
Tem um disco analógico que aparentemente humilha o do PSP, por ser maior, mais bem posicionado e côncavo.

É compatível com jogos atuais do DS, mas usa cartuchos novos para os jogos exclusivos. Rumores dizem que são 50% maiores que os atuais e inicialmente teriam jogos de até 2GB.

Usa sensores de movimento como os do Wii Remote, além de um giroscópio como o do recém anunciado iPhone 4, dando a ele essencialmente as mesmas capacidades de um controle SixAxis de PS3 — ou talvez maiores, por causa do giroscópio.

A Stylus aparentemente é guardada “encolhida” e é “esticada” quando você for usá-la.




Talvez mais impressionante do que as características do novo portátil seja o suporte massivo de third-parties para ele. O bichinho mal foi anunciado e mostrado e já tem uma enormidade de jogos anunciados para ele, de séries importantes como Resident Evil, DJ Hero, The Sims, Professor Layton, Ridge Racer, Kingdom Hearts, Dead or Alive, Street Fighter, Splinter Cell, Ghost Recon e, para felicidade extrema de muitos, METAL GEAR SOLID.

Isso sem falar nos títulos da própria Nintendo, cujos já confirmados incluem o desejado novo Kid Icarus, Animal Crossing, Nintendogs (+ Cats!), Mario Kart e Paper Mario, remakes 3D de Star Fox 64 e Zelda: Ocarina of Time e, para minha e só minha fecidade extrema, PilotWings Resort!

Tem como ficar melhor que isso?

Na verdade teria, se tivessem anunciado data e preço. Rumores apontam um lançamento já no início de 2011, o que me parece improvável. Não apostaria em um lançamento daqui a menos de 10 ou 12 meses. Quanto a preço, ninguém nem chutou. Mas a Nintendo não é de lançar coisas proibitivamente caras.

O efeito 3D em funcionamento é a grande incógnita do novo bichinho. Funciona mesmo? É bacana? Faz tanta diferença assim? Tudo isso é impossível de ser mostrado em trailers, já que a tela do seu computador não faz a mágica que a tela do 3DS faz. Mas quem está lá na feira e já testou não fala nada de negativo. Li opiniões de quase meia dúzia de pessoas que escrevem nos meus sites e blogs favoritos, e todos, sem exceção, elogiaram o 3D do 3DS. Dizem coisas como “a profundidade é ótima” e “é melhor do que com óculos”. Eu mal posso esperar para testar. E você?



» Conclusão

Li no Twitter alguém dizendo que “este ano, quem menos se comportou como a Nintendo, foi a Nintendo”. Concordo. Enquanto Microsoft e Sony se degladiam em busca dos “casuais”, mostrando jogos bobos para hardwares impressionantes, a Nintendo mostrou jogo atrás de jogo, de várias séries, gêneros e estilos que agradaram a todo mundo — incluindo os jogadores mais antigos e tradicionais, os “hardcore”. Depois de mostrar um line-up sensacional, derrubaram o queixo de todos com uma amostra do que o futuro reserva para a jogatina portátil.

A Nintendo este ano não falou de números. Não veio com papinho de “entregar sorrisos”. Não deu discurso. Ela simplesmente mostrou serviço. E no fim, todo mundo acabou mostrando os dentes de qualquer jeito. Veja só que coisa.

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