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Conheça OnLive, a plataforma de jogos onde você pode jogar Crysis sem fazer upgrade

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Conheça OnLive, a plataforma de jogos onde você pode jogar Crysis sem fazer upgrade

Mensagem por Okdok em Sab 17 Jul - 13:59


Aconteceu bem assim:

10:04 – Um amigo me manda por MSN um link do IDG|Now, falando sobre um sistema que roda games remotamente para o usuário, de modo que ele não precise de fato possuir uma máquina capaz de jogar aqueles jogos. Eu penso: “meh, já vi esse filme”. Alguém lembra do Phantom? Pois é.

10:15 – Lendo meus feeds, vi no Kotaku um post sobre a coisa, chamada OnLive. E, para minha surpresa, o post é esperançoso e positivo, muito pouco desconfiado. O Kotaku pode inclusive testar o troço em funcionamento na GDC e disse que funciona (apesar de que é fácil funcionar em um ambiente controlado, totalmente diferente da situação de com milhões de jogadores acessando no mundo todo). Dando um pouco mais de crédito para a notícia, perguntei no email interno do Continue se alguém podia escrever a respeito.

10:21 – Dando mais uma navegada, encontro dois vídeos sobre o troço, com o CEO da empresa explicando como tudo funciona – ou como deverá funcionar, se tudo der certo. Solto no email interno do Continue: “Me empolguei, vou escrever sobre o OnLive”.

10:26 – Estou aqui escrevendo.

Explicando agora didaticamente, o OnLive é um negócio que, se funcionar, tem tudo para revolucionar a indústria dos games.


Atualmente os games funcionam assim: você aperta um botão no controle/teclado/mouse, o sinal corre até a sua máquina rodando o jogo, ela processa o sinal, converte numa ação e o resultado desta ação é repassado de forma visual para seu monitor/TV. Um detalhe muito importante nesta história é que é sua responsabilidade ter uma máquina que consiga processar isso tudo e uma placa de vídeo que consiga mostrar o resultado para o seu monitor com uma velocidade decente.

Com o OnLive, a coisa muda drasticamente. Os jogos rodam no servidor remoto deles – supostamente uma coisa com conexão e performance monstruosas de rápidas –, e o sinal que você gera apertando um botão no seu controle/teclado/mouse percorre a internet para chegar até essa máquina e ser processado lá. O resultado deste sinal é então convertido em vídeo e exibido pela sua máquina, via streaming. O sistema ficou sete anos em desenvolvimento, segundo o CEO Steve Perlman, para assegurar que funcionasse bem.


De certo modo, é quase como o Steam, mas com os jogos rodando instantaneamente, sem precisar fazer download de nada ou se preocupar se o seu PC roda aquele jogo.

O primeiro – e maior – grande problema dessa solução é que obviamente a nossa banda larga vai ter que se alargar ainda mais. Segundo foi informado, o OnLive exigirá uma conexão de 1.5Mbits/s para rodar sem lag em resolução padrão (480p) e 5Mbits/s para rodar em 720p. 1080p ainda é sonho. Só que isso vale para os nossos amigos americanos, que ganham mais ou menos aquilo por que pagam em termos de banda de internet. Passando isso para a realidade da banda larga brasileira, eu diria que o mínimo seria uma conexão de 4 mega. E mesmo assim com um pouco de esperança, visto que os servidores ficarão nos EUA, e a distância física, como todos aqui sabem, contribui para a latência (lag).

Isso contando também, é claro, que o serviço não vai ser bloqueado para fora dos Estados Unidos, como vários sites de streaming são hoje em dia ( Hulu, Spotify, Pandora…).

Mas assim como a coisa tem os seus problemas, também tem as suas vantagens. A maior delas é ser um sistema centralizado de games que roda em qualquer PC. Você, que mal roda World of Goo, poderia jogar Crysis numa boa. Afinal, o processamento não está sendo feito no seu PC, na sua placa de vídeo. Tendo banda larga o suficiente, vai rodar. E com tudo no máximo.


O elemento comunidade também estará super presente, como você pode ver nos vídeos. Cada usuário vai ter avatar, página pessoal, aquela coisa toda. Além disso, os caras estão fazendo bastante barulho acerca da opção de assistir aos jogos dos outros. Como tudo rola por vídeo em streaming mesmo, você pode entrar no serviço, olhar para a sua lista de amigos e, caso eu esteja lá e esteja jogando, você pode assistir na hora o quanto eu jogo mal. E pode abrir um canal de chat comigo pra ficar tirando barato da minha noobice. Aí eu, que tenho espírito esportivo mas não gosto de ser zoado, posso sair do jogo e ir, junto com você, assistir ao jogo de outra pessoa, e a gente pode tirar barato dela pelo chat. Segundo foi divulgado, nada impede de acontecer de um milhão de pessoas se juntarem para assistir um determinado jogo.

Outro recursinho interessante relacionado a isso é o Brag Bag – se bem me lembro do nome. Se você está jogando e acontece algo bizarro, algo emocionante ou algo extremamente FAIL. Enfim, algo que você pensa “putz, pena que ninguém mais viu isso além de mim!” Com o apertar de um botão você salva os últimos quinze segundos do jogo e o vídeo fica disponível numa área do seu perfil.



Também vai ser possível jogar na TV, usando um aparelhinho do tamanho da sua mão. Ele se chama Micro Console e tem apenas duas portas USB na frente, para conectar os controles, e conexões de rede e áudio e vídeo (HDMI) atrás. O Micro Console é para custar baratinho, porque ele praticamente não tem nada dentro. Nenhum processador potente ou GPU que superaquece e dá 3RL.


Por falar em custos, ninguém está falando sobre isso. Quer dizer, todo mundo perguntou, mas a OnLive não revela. Sabe-se que os jogos poderão ser comprados ou alugados e que talvez haja opções em que você paga uma mensalidade e joga mais ou menos à vontade por um período de tempo. Inclusive o tal Micro Console poderia ser gratuito no caso do usuário assinar um plano de vários meses.

A grande e óbvia verdade é que o OnLive pode muito bem vir a ser o acontecimento mais significativo da indústria dos games nesta década que está quase no fim… como também pode acabar sendo um fracasso retumbante. Tudo vai depender de fatores diversos como a performance dos servidores (se tem uma coisa que pode matar o OnLive é o lag), esquema de preços e comportamento do consumidor (estamos realmente prontos para abrir mão completamente da sensação de possuir um jogo?).

Já há pelo menos um luminoso raio de otimismo banhando o futuro console/serviço: o suporte das produtoras. Certamente hipnotizados pelo prospecto de vender seus games a jogadores que até então não possuem o hardware necessário para jogá-los, ainda em um ambiente completamente livre de pirataria, nove produtoras já anunciaram suporte. EA, THQ, Codemasters, Ubisoft, Atari, Warner Bros., Take-Two, Epic Games e até mesmo a 2D Boy, que foi chamada para mostrar que o serviço também vai ter jogos indies.

Para o bem ou para o mal, nunca estivemos tão próximos daquele assustador futuro onde só há um console – ou não, afinal, quem consegue enxergar a Nintendo, a Microsoft ou a Sony lançando seus jogos para esta plataforma?

E você, enxerga isso dando certo? Gostaria? Para você, essa visão de futuro é empolgante ou desesperadora? Eu, sinceramente, ainda não consegui processar tudo isso e formar uma opinião. Eu sempre fico meio atordoado quando o futuro chega sem bater na porta.

PS.: O site oficial mostra um contador regressivo que termina hoje pouco antes da meia-noite. Fiquem de olho!
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